Juros compostos são juros calculados sobre o saldo inteiro, incluindo os juros que já entraram antes. Em cada mês o rendimento se soma ao saldo e passa a render também. É isso que faz a curva acima começar quase reta e entortar para cima com o tempo.
A fórmula usada nesta página
Com valor inicial C, aporte mensal A, taxa mensal i e prazo de n meses, o saldo final é:
M = C × (1 + i)ⁿ + A × [(1 + i)ⁿ − 1] ÷ i
A primeira parte é o valor inicial rendendo sozinho. A segunda é a soma de todos os aportes, cada um rendendo pelo tempo que ficou aplicado. A calculadora faz essa conta mês a mês, considerando que o aporte entra no fim de cada mês, e por isso consegue mostrar o saldo de qualquer ponto da curva.
Taxa ao ano e taxa ao mês
Uma taxa de 12% ao ano não é 1% ao mês. Com juros compostos, a taxa mensal equivalente é (1 + 0,12)1/12 − 1, ou 0,9489% ao mês. Quando você informa a taxa ao ano, a página faz essa conversão antes de simular. Se precisar converter outras taxas, use a calculadora de taxa equivalente.
Juros simples × juros compostos
Nos juros simples o rendimento é sempre calculado sobre o valor inicial. R$ 10.000 a 1% ao mês rendem R$ 100 todo mês: depois de 10 anos são R$ 22.000. Nos juros compostos, os mesmos R$ 10.000 a 1% ao mês chegam a R$ 33.003,87 em 10 anos, porque cada rendimento passa a render também. A diferença cresce com o prazo: em 20 anos são R$ 34.000 contra R$ 108.925,54.
Por que olhar o valor em dinheiro de hoje
Um saldo de R$ 500.000 daqui a 20 anos compra menos do que R$ 500.000 compram hoje. A linha tracejada divide o saldo de cada mês pela inflação acumulada até ali, usando a taxa anual que você informar. O resultado é o poder de compra do saldo, medido em reais de hoje. Com inflação de 4,5% ao ano, R$ 500.000 em 20 anos equivalem a cerca de R$ 207.000 de hoje.
Os dois marcadores da curva
O marcador 1 aparece no mês em que os juros daquele mês ficam maiores que o seu aporte: dali em diante, o dinheiro trabalha mais do que você deposita. O marcador 2 aparece quando o saldo é o dobro de tudo o que você investiu, ou seja, quando metade do patrimônio já é juro. Aumente o prazo no controle deslizante e veja os dois pontos surgirem; com prazos curtos ou taxas baixas eles podem não aparecer.
O que a simulação não considera
A taxa fica constante durante todo o prazo, o que não acontece na prática: a Selic e os juros dos títulos mudam. Também não há desconto de imposto de renda, IOF ou taxas. Use o resultado para comparar cenários (mais prazo, mais aporte, outra taxa), e não como promessa de rendimento. Para chegar a um valor específico, faça a conta inversa em quanto investir por mês.