A calculadora de juros compostos responde "quanto vou ter se investir X por mês". Aqui a pergunta é a inversa: "quanto preciso investir por mês para ter Y". A fórmula é a mesma, isolando o aporte:
A = [M − C × (1 + i)ⁿ] × i ÷ [(1 + i)ⁿ − 1]
M é a meta, C é o que você já tem, i é a taxa mensal e n é o prazo em meses. Primeiro a conta projeta quanto o valor que você já tem vai render sozinho. O que faltar para a meta é dividido em aportes mensais, já contando que cada aporte também rende até o fim do prazo.
Um exemplo
Para juntar R$ 100.000 em 5 anos, começando do zero, com taxa de 10% ao ano (0,7974% ao mês): o aporte é 100.000 × 0,007974 ÷ (1,007974⁶⁰ − 1), ou R$ 1.306,14 por mês. Você aporta cerca de R$ 78.369 e os juros completam os R$ 21.631 restantes.
Meta em valor da época ou em dinheiro de hoje
Quando alguém diz "quero ter R$ 1 milhão", quase sempre pensa no que R$ 1 milhão compra hoje. Mas daqui a 20 anos os preços serão outros. Ao escolher "dinheiro de hoje", a página corrige a meta pela inflação informada antes de calcular o aporte. O valor a juntar fica maior, e o resultado passa a representar o poder de compra que você realmente quer.
O que mais pesa: prazo, taxa ou aporte
O prazo. Na tabela acima, dobrar o prazo reduz o aporte para bem menos da metade, porque os juros têm mais tempo para trabalhar. A taxa também pesa, mas você não a controla. O prazo e a disciplina do aporte, sim. Se o aporte calculado não cabe no orçamento, teste um prazo maior antes de desistir da meta. E, se quiser saber em quanto tempo um aporte fixo chega a R$ 1 milhão, veja a página do primeiro milhão.